Automatizar no marketing: do’s & don’ts

Quantas vezes pensaste: “se eu automatizar isto, será que ganho tempo?”. A resposta quase sempre é sim. Mas há uma segunda pergunta que raramente é feita: “e o que é que eu perco quando o faço?”.

Automatizar no marketing é um tópico um tanto quanto difícil, que divide opiniões. Se há quem ache que colocar tudo em piloto automático para economizar tempo é o caminho a seguir, também há quem receie que ao fazê-lo a sua marca perca a essência e seja apenas mais uma perdida no scroll.

Mas quem está certo?! Bem, ninguém.

A automação no marketing, ainda que seja uma das ferramentas mais úteis que uma marca tem hoje à disposição, não deve ser usada sem critério. Há uma linha muito fina a separar a automação da humanização.

Para quem pretende escalar resultados, a questão não é tanto se deves ou não automatizar, mas o que deves automatizar. Nós explicamos!

O que podes automatizar 

A regra de ouro é a seguinte: tarefas repetitivas, previsíveis e que não requerem julgamento humano, são as candidatas ideias à automatização. Falamos de:

1. Agendamento de publicações

Definir hora e dia para cada post com antecedência não remove autenticidade, promove a organização.

Ferramentas como o Buffer, Hootsuite, Later ou Meta Business Suite permitem planear semanas inteiras num único momento. O conteúdo continua a ser teu, só o momento de publicação é que passa a ser automatizado (ainda que sejas tu a definir os momentos de publicação de cada conteúdo).

2. Email marketing de boas-vindas e sequências básicas

Ou seja, envio de emails automáticos quando alguém subscreve a tua newsletter ou preenche um formulário de contacto.

Se apostares numa resposta automática bem escrita, o processo torna-se mais rápido e consistente. Recomendamos escrever essa sequência com voz humana e tom personalizado.

3. Relatórios e análise de métricas

Recolher dados manualmente é moroso. Ferramentas como Google Analytics, Metricool ou os próprios insights das plataformas fazem isso por ti de forma automática.

Configuras os padrões que pretendes analisar e já está. A única coisa que não é automatizável é a interpretação, perceber o que os números significam e o que fazer a seguir ainda vai depender de ti.

4. Chatbots para perguntas frequentes

Questões simples sobre horários, preços, localização ou processos de encomendas podem ser respondidas (em segundos) por um chatbot bem configurado. A ti libertam-te para as conversas que realmente importam. E ao cliente dão a resposta de forma imediata (e sabemos bem como os clientes apreciam a celeridade nas respostas).

O que nunca deve ser automatizado

É aqui que o erro mora e que pode custar clientes e relevância às marcas. Saber quando é imperativo apostar num toque humano é fulcral e há coisas que não podem ficar nas mãos das “máquinas”, tais como:

1. Respostas a comentários e DMs

Os teus clientes querem uma resposta sincera ao comentário ou à mensagem que te deixaram. Respostas automáticas genéricas são facilmente detetadas e transmitem indiferença.

A interação humana nas redes sociais é o que constrói comunidade e a comunidade não se automatiza.

2. A voz e o tom da marca

Podes usar inteligência artificial para rascunhos, brainstorming ou edição, mas o resultado final, a decisão sobre o que se deve ou não publicar, como transmites a mensagem e o que representa a tua marca, deve sempre passar por ti.

A autenticidade não se imita com recurso a automatizações e os teus seguidores percebem quando ela desaparece.

3. A gestão de crises

Um comentário negativo, uma reclamação pública, um erro que ganhou destaque… nunca, jamais, deve ser automatizada a resposta.

Nestas situações, a velocidade importa menos do que a autenticidade da resposta. Deves ser tu e não um bot a dar a cara.

4. As relações com clientes-chave

Seja um follow-up após uma reunião importante, um agradecimento a um cliente que renovou contrato ou uma mensagem personalizada a quem recomendou o teu serviço. Interações pessoais criam lealdade. Não vais querer correr riscos aqui.

A beleza do equilíbrio 

Não há nada de errado com querer libertar tempo de tarefas repetitivas para focar na estratégia, ou tirar peso operacional da equipa para que possam apostar no crescimento do negócio. Mas automatizar no marketing pode acarretar riscos, daí que deva ser feito com conta, peso e medida.

Se uma tarefa é repetitiva, técnica e não muda com o contexto: força, automatiza. Mas se exige autenticidade, julgamento ou representa a tua voz, reserva para fazeres tu (ou alguém da tua equipa).

Deves lembrar-te sempre de um princípio básico: a automação torna os processos mais ágeis, mas a humanização é que gera conexão e lealdade com os teus clientes.

Se precisas de ajuda com as automatizações que pretendes implementar na tua empresa, contacta-nos.


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