Stanley – de garrafa de metal a símbolo de status
Durante mais de 100 anos, a Stanley era uma marca discreta, tradicional, focada em durabilidade e função. As suas garrafas térmicas eram sólidas, sim, mas visualmente genéricas. O turning point aconteceu quando a marca percebeu o potencial de rebranding junto de um público mais jovem, urbano e digital.
Em vez de continuar a comunicar com o típico “homem de exterior”, a marca começou a criar produtos em tons pastel, edições limitadas, colaborações e campanhas com criadores de conteúdo, principalmente mulheres. E foi aí que o TikTok entrou em cena.
O fenómeno do “Stanley Cup TikTok”
As garrafas Stanley Quencher tornaram-se virais no TikTok quando influencers começaram a mostrá-las como parte das suas rotinas de bem-estar, manhãs produtivas, treinos, ou apenas como “acessório” de mesa de trabalho. Não eram apenas garrafas – eram símbolo de organização, autocuidado, e estilo de vida.
Vídeos com milhões de visualizações, frases como “não vivo sem a minha Stanley” ou “a cor do dia” transformaram o produto num “statement item”. E o mais interessante: o modelo de negócio da marca não mudou tanto – o que mudou foi o branding e o público-alvo.
O poder da escassez
A Stanley percebeu rapidamente que estava a lidar com um fenómeno emocional, muito mais do que funcional. Começou a lançar coleções limitadas, em cores de tendência, em colaborações com influencers e marcas. O resultado? Filas, esgotamentos em minutos, e produtos revendidos a preços absurdos no eBay.
Este tipo de escassez programada, que antes associávamos a marcas de moda ou sneakers, passou a aplicar-se a uma simples garrafa térmica. A garrafa de 50€ passou a ser desejada como um objeto de culto – e a Stanley transformou-se numa lovebrand.
De Garrafa Térmica a Ícone de Lifestyle
O caso Stanley mostra como uma marca pode ganhar uma segunda vida se tiver coragem de sair da sua zona de conforto e ouvir o que o mercado está a pedir. A garrafa é a mesma, o que mudou foi a forma como a marca se apresentou ao mundo.
Não se tratou apenas de lançar produtos bonitos. Foi uma decisão estratégica: perceber o valor da estética, do lifestyle, da comunidade e da influência digital. Foi saber estar no lugar certo, com o conteúdo certo, para o público certo.
A Stanley não reinventou o produto. Reinventou a perceção. E isso, no fundo, é o verdadeiro poder do marketing.
Por: Tatiana Serrão, Especialista em Social Media Marketing
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